Páginas

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

O que na Verdade Somos

Por Aiden Wilson Tozer

Para fornecer um quadro fiel da raça humana a alguém que a desconhecesse, bastaria que tomássemos as bem-aventuranças e invertêssemos o seu sentido. Então poderíamos dizer: “Eis aqui a raça humana.” Pois a verdade é que as características que distinguem a vida e a conduta dos homens são justamente o oposto das virtudes enumeradas nas bem-aventuranças.

Neste mundo dos homens não vemos nada que se aproxime pelo menos um pouco das virtudes que Jesus mencionou logo no início de Seu famoso Sermão do Monte. No lugar da humildade de espírito, encontramos o orgulho em seu mais alto grau; em lugar de pranteadores, encontramos somente os que buscam, os prazeres; em vez de mansidão, por toda a parte nos cerca a arrogância, ao contrário de fome e sede de justiça, só se ouve os homens exclamando: “Estou rico de bens, e de nada tenho necessidade”; em vez de misericórdia, contemplamos a crueldade; ao invés de pureza de coração, abundam os pensamentos corruptos; em vez de pacificadores, os homens são irascíveis e rancorosos; em lugar de regozijo em face das injúrias, vemos os homens revidando afronta com todas as armas ao seu alcance.


É esta a substância moral que se compõe o chamado mundo civilizado. Todo o ambiente está contaminado; nós o respiramos a cada momento e bebemos dele juntamente com o leite materno. A cultura e a educação refinam apenas superficialmente essas qualidades negativas, mas deixam-nas basicamente intactas. Todo um munido literário foi criado para defender a tese de que esta é a única maneira normal de se viver. E isso se torna ainda mais estranho quando percebemos que são justamente esses os males que tanto amarguram a existência de todos nós. Todas as nossas preocupações e muitas de nossas mazelas físicas originam-se diretamente dos nossos pecados. O orgulho, a arrogância, o ressentimento, os maus pensamentos, a malícia, a cobiça essas são as fontes de todas as enfermidades que afligem a nossa carne.


Em um mundo como este, as palavras de Jesus soam de um modo maravilhoso e totalmente novo, como uma visitação do alto. Foi bom que Ele tivesse dito aquelas palavras, porque ninguém poderia tê-lo feito tão bem quanto Ele, e nós deveríamos dar ouvidos à Sua voz. Suas palavras são a essência da verdade. Ele não estava apenas exprimindo Sua opinião; Jesus jamais apresentou opiniões. Ele nunca fazia conjecturas; pelo contrário Ele sabia e sabe todas as coisas.


O mundo inteiro está a ponto de sucumbir sob esse fardo tremendo de orgulho e dissimulação. Ninguém pode ser liberto dessa carga a não ser através da mansidão de Cristo. Uma racionalização inteligente pode ajudar, mas muito pouco, pois esse hábito é tão forte, que, se o abafarmos aqui, ele surgirá mais adiante. Jesus diz a todos: “Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei." O descanso oferecido por ele é o descanso da mansidão, aquele alívio bendito que sentimos quando admitimos o que realmente somos, e deixamos de lado todo o fingimento. É preciso bastante coragem a princípio, mas a graça necessária nos será dada, pois veremos que estamos partilhando esse outro jugo com o Filho de Deus. Ele mesmo o chama de “meu jugo”, e leva-o ombro a ombro conosco.


Senhor, torna meu coração como o de uma criança. Livra-me do impulso de competir com os outros, buscando posição mais elevada entre os homens. Desejo ser simples e ingênuo como uma criança. Livra-me das atitudes fingidas e da dissimulação. Perdoa-me por haver pensado tanto em mim. Ajuda-me a esquecer a mim mesmo e a encontrar minha verdadeira paz na Tua contemplação. A fim de que possas responder a esta oração, eu me humilho perante Ti. Coloca sobre mim Teu fardo suave do autodesprendimento, para que eu possa encontrar descanso. Amém.

***
Fonte: TOZER, A. W., O Melhor de A.W. Tozer.
Fonte: Púlpito Cristão

Mas eu vi lá no :

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Regeneração

Informa-se que Agostinho, quando se converteu, teve uma mudança radical. Ele tinha vivivdo em adultério. Um dia, depois de sua conversão, ia caminhando por uma calçada quando viu a mulher com quem vivera amasiado. Agostinho imdiatamente deu meia volta e deu costas àquela mulher. Essa mulher se surpreendeu e correu para alcançá-lo; porém este também correu. A mulher gritou:
- Agostinho, sou eu! 
Agostinho respondeu: Mas eu não sou mais o mesmo.

Oh! Que Deus dê a ti e a mim, o mesmo poder e a mesma força de vontade para fugir do pecado.

Tesouro de ilustrações de Natanael de Barros Almeida

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Salvação: dádiva de Deus e não conquista do homem

A salvação não é um prêmio que recebemos por causa das nossas obras, mas um presente que recebemos por causa da graça. Não conquistamos a salvação pelo nosso esforço, recebemo-la pela fé. Não é resultado do que fazemos para Deus, mas do que Deus fez por nós. Falando a Nicodemos, Jesus destacou essa verdade axial no versículo mais conhecido da Bíblia: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira, que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Nesse versículo nós encontramos sete verdades preciosas acerca dessa tão grande salvação.

Em primeiro lugar, a salvação é grande pela sua procedência. “Porque Deus amou…”. O Deus Todo-poderoso, criador do universo e sustentador da vida tomou a iniciativa de nos amar, mesmo antes da fundação do mundo. Seu amor por nós é eterno, deliberado, autogerado e incondicional. Deus não nos amou por causa dos nossos méritos, mas apesar dos nossos deméritos. A causa do amor de Deus não está em nós, mas nele mesmo.

Em segundo lugar, a salvação é grande pela sua amplitude. “Porque Deus amou ao mundo…”. Deus amou as pessoas de todos os tempos, de todas as raças, de todos os lugares, de todas as classes e de todos os credos. Amou não aqueles que o amavam, mas amou-nos quando éramos fracos, ímpios, pecadores e inimigos. Amou-nos não porque correspondíamos ao seu amor, mas amou-nos apesar de nossa rebeldia.

Em terceiro lugar, a salvação é grande pela sua intensidade. “Deus amou ao mundo de tal maneira…”. Essa expressão de “tal maneira” aponta para o amor singular, incomparável e superlativo de Deus. Seu amor não foi apenas falado, mas demonstrado. Demonstrado não com cenas arrebatadoras, mas com o sacrifício supremo. O amor de Deus não foi esculpido com letras de fogo nas nuvens, mas demonstrado na cruz.

Em quarto lugar, a salvação é grande pela sua dádiva. “Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito…”. Deus não deu ouro e prata nem mesmo um anjo para a nossa redenção. Deus deu tudo, deu a si mesmo, deu o seu único Filho. Deu-o para que ele se esvaziasse e vestisse pele humana. Deu-o para que seu Filho fosse rejeitado e desprezado entre os homens. Deu-o para que seu Filho suportasse o escárnio das cusparadas e suportasse a maldição da cruz. Deu-o como sacrifício para o nosso pecado.

Em quinto lugar, a salvação é grande pela sua oportunidade. “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê…”. A salvação não é recebida como fruto do merecimento, mas como resultado da graça mediante a fé. A salvação não é dada àqueles que se julgam santos nem àqueles que praticam boas obras com o propósito de alcançarem o favor de Deus. A salvação é oferecida gratuitamente àqueles que crêem em Cristo. Não é crer em anjos nem em santos, mas crer em Jesus, o Filho de Deus. Jesus é o caminho para Deus, a porta do céu, o único mediador que pode nos conduzir ao Pai.

Em sexto lugar, a salvação é grande pela sua libertação. “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira, que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça…”. A salvação é o livramento da ira vindoura, é a soltura das cadeias da morte, é a alforria dos grilhões do inferno. Aqueles que permanecem incrédulos perecerão eternamente. Aqueles que se mantêm rebeldes contra o Filho jamais verão a vida nem desfrutarão do paraíso de Deus. Aqueles que não beberem da Água da Vida, terão que suportar o fogo que nunca se apaga.

Em sétimo lugar, a salvação é grande pela sua oferta. “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna”. Deus não apenas livra da condenação os que crêem, mas também oferece a eles vida eterna. A vida eterna é uma perfeita e íntima comunhão com Deus pelo desdobrar da eternidade. A vida eterna será como uma festa que nunca mais vai acabar, no melhor lugar, com as melhores companhias, com a melhor música, com as melhores iguarias, trajando vestes alvas. Enquanto a eternidade durar, desfrutaremos dessa gloriosa vida. Bendito seja Deus por tão grande salvação!
       
       Rev. Hernandes Dias Lopes

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Deixe a raiva secar

Recebi essa historinha por email do meu irmão, achei simples, mas que fala de uma coisa que costuma complicar a vida da gente, mas aí está, talvez, uma solução.
Mariana ficou toda feliz porque ganhou de presente um joguinho de chá, todo azulzinho, com bolinhas amarelas.
No dia seguinte, Júlia sua amiguinha, veio bem cedo convidá-la para brincar.
Mariana não podia, pois iria sair com sua mãe naquela manhã.

Júlia então, pediu a coleguinha que lhe emprestasse o seu conjuntinho de chá para que ela pudesse brincar sozinha na garagem do prédio.
 
Mariana não queria emprestar, mas, com a insistência da amiga, resolveu ceder, fazendo questão de demonstrar todo o seu ciúme por aquele brinquedo tão especial.
Ao regressar do passeio, Mariana ficou chocada ao ver o seu conjuntinho de chá jogado no chão.
Faltavam algumas xícaras e a bandejinha estava toda quebrada. Chorando e muito nervosa, Mariana desabafou:
 
- Está vendo, mamãe, o que a Júlia fez comigo? Emprestei o meu brinquedo, ela estragou tudo e ainda deixou jogado no chão.
 
Totalmente descontrolada, Mariana queria, porque queria, ir ao apartamento de Júlia pedir explicações. Mas a mãe, com muito carinho ponderou:
 
- Filhinha, lembra daquele dia quando você saiu com seu vestido novo todo branquinho e um carro, passando, jogou lama em sua roupa? Ao chegar em casa você queria lavar imediatamente aquela sujeira, mas a vovó não deixou. Você lembra o que a vovó falou?
 
- Ela falou que era para deixar o barro secar primeiro. Depois ficava mais fácil limpar.
 
- Pois é, minha filha, com a raiva é a mesma coisa. Deixa a raiva secar primeiro..
Depois fica bem mais fácil resolver tudo.
 
Mariana não entendeu muito bem, mas resolveu seguir o conselho da mãe e foi para a sala ver televisão. Logo depois alguém tocou a campainha..
Era Júlia, toda sem graça, com um embrulho na mão.
Sem que houvesse tempo para qualquer pergunta, ela foi falando:

 
- Mariana, sabe aquele menino mau da outra rua que fica correndo atrás da gente? Ele veio querendo brincar comigo e eu não deixei. Aí ele ficou bravo e estragou o brinquedo que você havia me emprestado. Quando eu contei para a mamãe ela ficou preocupada e foi correndo comprar outro brinquedo igualzinho para você. Espero que você não fique com raiva de mim. Não foi minha culpa.
 
- Não tem problema, disse Mariana, minha raiva já secou.
 
E dando um forte abraço em sua amiga, tomou-a pela mão e levou-a para o quarto para contar a história do vestido novo que havia sujado de barro.
Nunca tome qualquer atitude com raiva.
A raiva nos cega e impede que vejamos as coisas como elas realmente são.
Assim você evitará cometer injustiças e ganhará o respeito dos demais pela sua posição ponderada e correta.
Diante de uma situação difícil. Lembre-se sempre: Deixe a raiva secar.

domingo, 13 de novembro de 2011

Casamento & Amor

 O que sustenta o vínculo matrimonial e o carinho após um longo trajeto? Três homens que juntos somam 116 anos de casamento refletem sobre o que eles aprenderam com a Palavra de Deus, com outras pessoas, e com sua própria experiência.
Don Carson, Tim Keller e John Piper oferecem uma visão sobre se apaixonar constantemente na base da aliança na qual a flor do amor cresce. No casamento, homem e mulher mudam, mas não sua promessa, sustentada pelo Deus que decretou sua aliança entre Cristo e a igreja.
Como Dietrich Bonhoeffer escreveu para um jovem casal: “Não é seu amor que sustenta o casamento, mas de agora em diante, é o casamento que sustenta o amor.”



.
 
 
Vi lá no:

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

A compreensão é a solução

Remédio ou veneno é questão de entendimento. O veneno pode curar e o remédio pode enfermar. Para uma pessoa de entendimento, o veneno é bom. Para outra pessoa sem entendimento, até o remédio é ruim. Lembre-se: O beneficio de uma coisa está no entendimento de quem a usa; também o malefício de uma coisa está no desentendimento de quem a usa.

Quando uma pessoa é picada por uma serpente, o que ela deve fazer para não morrer? Ela deve tomar o soro antiofídico! De onde é tirado esse antídoto capaz de neutralizar o veneno de uma serpente? Não é do próprio veneno da serpente? Claro que sim! Porque é no veneno que estão os segredos do seu poder? Quando o poder é desvendado, então ele pode ser neutralizado, superado.

Assim, conheça a formula da sua tristeza e ela poderá ser transformada em alegria. Conheça a formula da sua fraqueza e ela poderá ser transformada em fortaleza... Quando o homem reconhece que é fraco, só então ele pode fica forte. Se o homem pensar que é forte sendo ele fraco, então sua força imaginária o trará a derrota. Por exemplo: Se o homem pensar que é forte suficiente para enfrentar um leão, então ele morrerá na sua ilusão. Se o homem tomar consciência que é mais fraco que o leão, só então ele arranjará meios para destruí-lo.    

Você não tem que temer, nem tem que sofrer. Você precisa compreender. Na compreensão está a solução.
 
 

domingo, 30 de outubro de 2011

Molhe os meus olhos!

"Pra que ter a águase não mato a sede?
Pra que ter o pãose não mato a fome?
Pra que ter a luzse não quero brilhar?"





Ser confrontado por Deus, é um privilégio. Porque, se dependesse de nós, nos conformaríamos e nos acomodaríamos com o nível de espiritualidade e de intimidade que temos com Ele, mas o nosso Pai deseja que O conheçamos e prossigamos em conhecê-Lo sempre mais. (Oséias 6:3)

E, indo bem direto ao ponto, se temos Jesus Cristo como nosso Senhor e Salvador, temos a ÁGUA, o PÃO e a LUZ.

"Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna." - João 4:14

"Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre; e o pão que eu der é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo." - João 6:51

"Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida." - João 8:12


E, o que temos feito com isso?
Pra que serve ter Jesus em nossas vidas, se não matamos a sede, a fome e brilhamos para dissipar a escuridão da vida das outras pessoas?

Somos extremamente egoístas. Tínhamos sede, fome e andávamos em trevas, veio Jesus e nos deu o que precisávamos. E, agora q temos tudo, somos indiferentes à necessidade do nosso próximo, não compartilhamos a nossa salvação, a vida eterna a qual temos acesso com a Água e Pão da Vida, e pela Luz do Mundo.

Precisamos mudar nosso entendimento, ter compaixão daqueles que ainda perecem sem Cristo, e fazer o que for possível, ir anunciar a boa nova que nos transformou, a fim de que todos à nossa volta não mais fiquem sedentos, famintos ou vivam na escuridão. E assim, conheçam verdadeiramente Jesus Cristo, o Filho de Deus, por quem temos a redenção, pelo seu sangue, a reconciliação, o amor, o acesso ao Pai, o perdão dos nossos pecados, a salvação.

"E dar-lhes-ei coração para que me conheçam, porque eu sou o SENHOR; e ser-me-ão por povo, e eu lhes serei por Deus; porque se converterão a mim de todo o seu coração." - Jeremias 24:7

Um beijo, tenham um excelente final de semana!

"E o próprio nosso Senhor Jesus Cristo e nosso Deus e Pai, que nos amou, e em graça nos deu uma eterna consolação e boa esperança, Console os vossos corações, e vos confirme em toda a boa palavra e obra." - 2 Tessalonicenses 2:16,17

Nathália Ayumi



Vi lá no   Blog SaiDoMuro

Seguros do perigo do amor

 
O amor é um ato de fé, donde, quem for de pouca fé, 
também será capuz de pouco amor.-
-Erich Fromm-


Amar é ser vulnerável. Ame qualquer coisa ou pessoa, e certamente o seu coração vai doer e talvez se partir. 

Se você deseja mantê-lo intacto, não dê seu coração a ninguém, nem mesmo a um animal. 

Evite qualquer envolvimento, mantenha-o trancado com segurança no caixão do seu egoísmo. Nesse esquife-seguro, escuro, imóvel, e sem ar-, ele não vai se partir, passará a ser inquebrável, impenetrável, irrecuperável. 

O único lugar onde você pode estar perfeitamente seguro dos perigos do amor é no inferno. 

Por C.S.Lewis
 
 

domingo, 23 de outubro de 2011

Quase fiquei triste

Quem já ficou triste sabe
Entende o que vou falar
Conhece o que sinto agora

Aliás agora eu quero ser nada
Não sentir nada
Não pensar nada
Não lembrar nada
Não viver pra nada

Quero ser medrosa
Quero ser covarde
Quero se egoísta
Me jogar numa pista
Só pra fazer rima

Uma rima com a vida que me irrita
Que me tira da trilha


Mas não tenho força pra nada disso
Pois meu coração não pára de sentir
Não pára de pensar
Não pára de lembrar
De Jesus que me estende mão
Consola meu coração

Faz o sol brilhar
Meu sorriso abrir
E a esperança surgir
Como não amar alguém assim?


domingo, 16 de outubro de 2011

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Quando coisas ruins acontecem com pessoas boas

Achei essa resenha fuçando o "A Vida Certa", postado por Bia Lis, eu gostei e espero que gostem também:

Olá a todos!! Hoje resolvi escrever uma resenha do capítulo 8 do livro 'É tempo de ser Ousado' do Michael W. Smith ! Um livro muito bom que recomendo.

Capítulo 8: Quando coisas ruins acontecem com pessoas boas – Crescendo com a crise fls. 106-115)

Neste capítulo, o autor diz que, muitas vezes, as circunstâncias podem destruir as melhores intenções quando se quer confortar pessoas que lidam com suas tragédias, até porque tragédias nunca fazem muito sentido, principalmente quando acontecem a pessoas boas.

Ele diz que, nesse momento, deve-se lembrar de que Deus é um Pai profundamente compassivo, que se preocupa quando sofremos e entende a raiva, a confusão e tristeza que se sente, porque Sua tristeza é tão real como a nossa. Destaca que mais importante do que a capacidade que Deus tem de entender nossa dor, é o porquê Ele a entende. Ninguém sabe mais sobre a morte e a dor de ver alguém que não merecia sofrer do que Deus, pois Ele permitiu que Seu filho fosse crucificado e morto por nós, muito embora pudesse ter impedido que isso acontecesse, assim como também poderia impedir todas as tragédias que acontecem com pessoas boas.
Michael afirma que o sofrimento é inevitável e pode alcançar qualquer um, bons ou ruins, relatando que o próprio Jesus já havia advertido seus discípulos dizendo que “No mundo tereis tribulações; mas, tende bom ânimo; eu venci o mundo” (Jo 16.33 – VR).

Segundo o autor, a forma de lidar com as dificuldades no momento em que elas aparecerem é que determinará quem a pessoa se tornará, já que as dificuldades podem ser uma parte do plano de Deus para o crescimento.

Classificando as pessoas não pela fraqueza ou força, pelo sucesso ou fracasso, mas pelo que aprendem ou não com a vida, diz que aquelas que estão aprendendo, quando erram, sofrem e não cometem o mesmo erro novamente e, quando acertam, elas fazem a mesma coisa ainda melhor da próxima vez, sem se tornarem orgulhosas ou hipócritas. Estas pessoas, afirma, ficam em sintonia para ouvir o que Deus está lhes dizendo em meio à dor, razão pela qual acabam se tornando pessoas de grande caráter e agudeza.
Fazendo uma alusão ao topo de uma montanha, onde o ar é muito escasso e o solo rochoso com a terra preta e rica do vale, ele diz que Deus sabe que muitas pessoas precisam das riquezas produzidas no vale para crescer, pois somente quando se está arruinado é que Deus tem sua melhor chance de agir, já que Ele sabe que estamos mais à sua disposição quando nosso orgulho está fora do caminho.

Ressalta que não se deve perder a esperança ao passar pelo vale, ainda que se esteja sofrendo em decorrência das más escolhas feitas no passado, haja vista que se a cruz mostra a pior coisa que já se fez, ao mesmo tempo mostra a cura que Cristo ofereceu.
Destacando a necessidade de glorificar a Deus em resposta ao sofrimento, afirmou que não há testemunho melhor para o mundo do que os cristãos que permanecem firmes no sofrimento, pois ainda que a fraqueza seja compreensível em meio à dor, dá aos homens a certeza de que Deus é quem renova as forças e dá uma nova razão para viver. 




Como eu já disse, vi lá no  



terça-feira, 11 de outubro de 2011

Todo tempo é tempo


Em conversa com o @Sandroamd7, comentávamos sobre como uma leitura parcial de Eclesiastes 3, orientada meramente pela beleza do texto (“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu”), pode levar algumas pessoas a se acomodarem com certos tempos de sua vida, ignorando que há coisas que, segundo as Escrituras, sempre é tempo de fazer.

Embora haja tempo de esforço e tempo de descanso, na luta pela santidade todo tempo é tempo de vigilância: “Vigiai, pois, em todo o tempo” (Lc. 21:36)
Embora haja tempo de chorar e tempo de rir, todo tempo é tempo para louvar ao Senhor: “ Louvarei ao SENHOR em todo o tempo; o seu louvor estará continuamente na minha boca” (Sl. 34:1). E nunca é tempo de murmurar: “Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco” (I Ts. 5:18).
Embora haja tempo de buscar e tempo de perder, na busca por Deus todo tempo é tempo de orar: “Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito” (Ef. 6:18).
Embora haja tempo de certezas e tempo de indefinições, todo tempo é tempo de confiar em Deus: “Confiai nele, ó povo, em todos os tempos; derramai perante ele o vosso coração. Deus é o nosso refúgio” (Sl. 62:8)
Embora haja o tempo certo de dar fruto (Sl. 1:3), todo tempo é tempo de semear o bem, sem desfalecer: “E não nos cansemos de fazer bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido” (Gl. 6:9)
Embora haja tempo de falar e tempo de calar, a Palavra de Deus deve ser pregada em tempo e fora de tempo: “Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina” (II Tm. 4:2)
Estejamos atentos para nunca deixarmos que as circunstâncias embacem nossa visão e afetem os nossos corações a ponto de deixarmos de fazer o que devemos cumprir em todo tempo.
Em Cristo,

Vi lá no:

Uma bacia e uma toalha...


 Fico pensando como temos caminhado distante daquilo que o Mestre nos ensinou, durante seu ministério terreno. Fama, poder, fortuna, ostentação, soberba, arrogância... Uma busca louca pelos “holofotes ministeriais” que às vezes parece que somos poucos os que estão à sombra. 
Existe hoje uma busca por um “glamour eclesiástico” desenfreado. Muitos desses “grandes pregadores modernos” agem e ensinam de tal forma, que para outros tantos pode parecer que, em algum momento, Jesus pregou algo parecido. 
Contudo, se eu e você estivéssemos naquele episódio narrado por João 13, qual seria nossa reação? Como pode o Mestre lavar os pés de seus discípulos? Afinal o que o Ele está ensinando com isso? 
Diferente do que muitos ensinam hoje, Jesus nos sempre apregoou o Cristianismo da bacia e da toalha. Ele não formou megacomunicadores, mas homens que transmitiam a mensagem do Evangelho a quem e a quantos fossem, apesar dos riscos e perigos. 
Ele nunca ensinou nada diferente do que ser servo. Aliás, se existe um tempo em que precisamos de servos, esse tempo é agora. Nunca se viu tanta soberba e arrogância no meio “gospel”. Servos se colocando na posição de Senhores – querendo ensinar Jeová a ser Deus – reivindicando, determinando, ordenando – como se Deus não soubesse o que tem de ser feito de nossas vidas. 
Ministérios de pedestais, onde o título determina o status, o glamour e o grau de autoritarismo. 
Diferente de tudo isso, quem serve a Deus – quem é ministro – é necessariamente aquele que a cada dia desce mais. 
Max Geringher em um artigo na revista Época, diz: "antigamente, o ministro (servo) era um simples criado. Aquele que executava as tarefas menores na casa de seu senhor.
Foi por esse motivo que os padres e pastores ganharam o título de ministros: eles são humildes servos de Deus.”. 
Fico estarrecido ao perceber que até no mundo existem pessoas que compreendem o verdadeiro papel do ministro de Deus. Entendem que não existe nem um pouco de glamour nisso. 
O Cristianismo da bacia e da toalha me remete: 
A sair da minha zona de conforto: 
Servir a Deus é fazer o indesejado, realizar tarefas nem tão atraentes assim. É deixar de pregar no conforto da cidade para pregar na seca do deserto. É viver trabalhando duro para Deus quase que no anonimato. É fazer o trabalho sujo. É se cansar; exaurir-se, é fazer aquilo que muitos não estão dispostos a fazer. 
Isso me remete ao texto de novo. Se Pedro tinha uma percepção errada do que era ser discípulo, Jesus acaba de quebrar. Levanta-se de seu lugar e, ajoelhado, um por um, começa a lavar os pés de seus liderados. Ele mostra que o líder cristão, na verdade é aquele que precisa descer primeiro, sair de sua comodidade. 
A ser escravo dos outros – ser como sombra: 
Não há coisa melhor num dia quente de verão do que a sombra de uma árvore. Debaixo dela podemos repousar do clima quente e descansamos. Convida-nos a um pique nique, a uma soninho... Contudo, com todos os benefícios que a sombra da árvore possa nos trazer, ninguém está preocupado em saber quem a plantou, de que árvore se trata; se amanhã ela ainda estará ali... Apenas se desfruta de sua sombra... 
Servir a Cristo é exatamente assim. É ter direitos muita das vezes esquecidos, é sofrer injustiças... É conviver com quase ou nenhum reconhecimento e ser até desprestigiado. 
Aquele que abraça o Cristianismo da bacia e da toalha precisa ter em mente que o primeiro a se humilhar sempre vai ser ele. Que não existe busca por holofotes ou glamour no fato de simplesmente obedecer à ordem de Seu Senhor. Não existe qualquer recompensa simplesmente pelo fato de fazer aquilo que é sua obrigação como servo. 
A pensar nos outros em primeiro lugar: 
O Cristianismo da Bacia e da Toalha me ensina que o outro sempre vem primeiro. É abrir mão daquilo que se quer para benefício do próximo. É dar mais do que receber, é perdoar sempre. É, em alguns momentos, sofrer até prejuízos por amor ao outro. Senão, veja o exemplo do próprio Cristo. Aniquilando – se a si mesmo, assumiu a forma de servo, sendo obediente até a morte de Cruz. Pensando em mim antes Dele mesmo. Sofrendo por mim aquilo que eu deveria sofrer. 
Servir a Cristo é entender que abdicar meus desejos e vontades são, muita da vezes, ossos do ofício. É ter uma vida dedicada a outros ainda que, daqui a algum tempo, você nem seja lembrado, não receba nada, seja esquecido ou até mesmo criticado. 
--------------------------------- 
A Bacia e a toalha precisam assumir seu lugar na vida do crente. A hierarquia é diferente aqui: Quanto maior o dever, quanto mais nobre o ministério, mais baixo você precisa ir. Mais escravo você se torna. 
Por isso servir é para poucos. Por isso muito hoje abrem mão do Cristianismo da bacia e da toalha. Servir ao Mestre é não abandonar sua posição ou função por nenhuma tristeza, frustação ou decepção. 
Servir é ser como Jesus. 
“Pois nem mesmo o Filho do homem veio para ser servido, mas para servir;
e dar a sua vida em resgate por muitos". Mc. 10:45
  
Vi lá no :     

sábado, 8 de outubro de 2011

Congelou!!

Tenho visto igrejas lotadas muitas comemorando seus 1.000 - 2.000 - 10.000 membros, fazendo mais de 3 cultos por domingo, que benção! Glória a Deus muitas pessoas tem conhecido a palavra de Deus, mas mesmo assim uma questão martela minha mente todos os dias: Por que tem tanta gente nas igrejas e poucas mudanças acontecem em nosso país? Por que a taxa criminal não diminui? Por que os problemas sociais não se resolvem? Culpa do governo, em parte sim, mas creio que os crentes tem uma fatia muito generosa nessa culpa.

O crescimento de pessoas dentro de igrejas é exponencial já o de pessoas comprometidas com o Reino o crescimento é aritmético ou nem isso.

Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me. [MARCOS 8:34]

Infelizmente, muitas igrejas, não todas mas muitas, estão "fabricando" falsos cristãos, cheio de interesses e egoístas. Meu irmão se você pensa que Deus está preocupado em te dar carro, casa e pagar suas contas, esquece, Ele não é banqueiro ou o Silvio Santos. Fico indignado com o crescimento de crentes, disse crentes não cristãos, no Brasil e a quantidade de missionários diminuir, por que isso? NO FIM DOS TEMPOS O AMOR DE MUITOS SE ESFRIARIA, de muitos já congelou! Me revolta ver pessoas morrendo no mundo e crentes mequetrefes preocupados com sua casa nova, suas roupas, seu carro e SUAS BENÇÃOS!

E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará." [Mateus 24:9-12]

Vejo crianças sendo abusadas sexualmente, assassinatos a cada minuto, mulheres sendo estupradas outras cometendo aborto, tráfico humano, escravidão, cristãos sendo mortos e perseguidos enfim um monte de atrocidades, e uma cambada de crente indo pra igreja pra pedir SUA BENÇÃO, uns egoístas que não conhecem verdadeiramente o coração de Deus, pois se conhecessem estariam sofrendo junto com Ele, intercedendo, indo ajudar, enfim não ficariam conformados, mas buscariam fazer algo em amor ao Pai.

"Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós; que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros." [João 13:34-35].

Guarde essa frase "Quanto mais você conhece a Deus mais irá amar Ele e as pessoas que estão a sua volta!" Se você não se preocupa em fazer algo útil na sua vida, algo melhor do que ficar indo de blog em blog, culto após culto, buscando algo que Deus tem pra VOCÊ, te convido a largar de ser um egoísta com coração CONGELADO e comece buscar um "descongelamento" o mais rápido possível e comece a compartilhar o amor de Deus para quem precisa!

Quem fizer de tudo para garantir sua vida neste mundo não merecerá vida no Céu, e quem fizer de tudo para garantir a sua vida no Céu perderá sua vida neste, perderá o controle da sua vida neste mundo, quem viver de olho nos tesouros deste mundo receberá somente aquilo que este mundo é capaz de dar, mas quem viver nos olhos fixos no tesouro eterno este haverá de receber o que a eternidade tem para dar! (Juliano Son)

Por: Hugo Roberto
Vi lá no :    

Tudo o que eu tenho é Cristo

.




 Chorei muito, e vi lá no  

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Diferença entre Rio e Lago.

Está na hora de tomar rumos novos, e começar a ver a vida como um rio, e não como um lago.
Os rios possuem águas correntes, eles começam mansos e rasos, e aos poucos, isso em quilômetros, vai se aprofundando, saindo dos calcanhares, chegando a 1 metro de profundidade, já com velocidade de correnteza um pouco mais forte.
O lago aprisiona e deixa estacionado tudo de útil e de inútil. Não elimina nada a não ser que alguém tire dali, ou que suma sozinho. Geralmente não são tão profundos como rios, e se são, acumulam coisas em seus fundos não tão belas. Lago me lembra mesmice, rios me lembram mudanças.
Rios são fortes pra fazer acontecer, lagos se conformam.
E conforme vai passando o tempo, o rio desvia de pedras enormes e segue seu curso, com correntezas fortes passando por cima e contornando os obstáculos sem medo. Podendo se transformar numa enorme cascata, como uma catarata gigante, linda, absolutamente poderosa demais pra ser vencida. Arrastando tudo o que vem pela frente, continua invencível independente dos obstáculos.
Eu adoraria fazer essa analogia com respeito a mim mesma. Não quero ser um rio que não contorne pedras, que não vença a lama, que se aprisione com a barragem. Eu quero seguir contornando e vencendo, deixando os obstáculos pra traz, limpando as sujeiras pelo caminho.
Entendendo que o que passou, ficou pra trás e não pode ser mais restaurado, que a força de uma correnteza é grande demais pra trazer algo de volta. Que não vale a pena recolher os destroços mas continuar seguindo em frente o curso das águas.

Vi lá no lindo blog da Joyce Adeline 

domingo, 2 de outubro de 2011

Lidando com o antagonismo cotidiano

A vida é feita de contrastes. Ela é como uma mesa com sabores não apenas variados e diferentes, mas antagônicos também.

Na verdade, os contrates fazem parte da nossa vida. Assim é o nosso cotidiano: um encontro de contradições, uma grande encruzilhada; mel e fel sobre a mesma mesa - ora doce, ora amargo, e não raro doce e amargo ao mesmo tempo. Com frequência, há oscilação entre alegria e tristeza, esperança e desespero, prazer e dor. São essas alternâncias que melhor refletem o fluxo da nossa existência.

Vista por este prisma, a vida parece uma grande incoerência, uma insensatez. Por que temos que conviver com tantos contrastes? Se Deus pode transformar o amargo em doçura, por que temos que experimentar o fel? No entanto, Deus o quer assim: o equilíbrio na diversidade.

Jesus também experimentou o mel e o fel. Ele percorreu caminhos parecidos com os nossos. Deus quis assim! Fez do Seu Filho não somente o padrão, mas também o sentido da nossa existência.

Os contrastes da vida possuem sua dimensão pedagógica. Logo, Deus tem Suas razões ao permitir que provemos de paladares tão díspares: a doçura do mel e o amargo do fel. Primeiro, por uma necessidade de contraste. É somente pela oposição de duas coisas que elas se definem melhor. A enfermidade nos faz valorizar a saúde; a prisão, a liberdade; a escassez, a abundância. Assim, o mel torna mais amargo o fel; e o fel, mais doce o mel.

A diversidade enriquece a vida. Se tudo ao nosso redor fosse somente mel, logo nossa existência ficaria enfastiada. O tédio é a doença da fartura. A vida fica sem graça quando tudo é muito fácil. O sábio Salomão escreveu com muita propriedade: Comer muito mel não é bom (Provérbios 25.27).

Uma segunda vantagem na diversidade dos sabores da vida, é que sendo feita de mel e fel, ela se constitui uma encruzilhada diante da qual somos levados a escolher caminhos. Vida é opção. O homem é responsável pelas escolhas que faz, e não Deus. O Senhor põe em nossas mãos a receita certa: aceitá-la ou rejeitá-la é uma decisão nossa.

Na vida humana, o fel vem de dentro do homem; é produzido pelo próprio homem com seus pensamentos negativos, sentimentos mesquinhos e atitudes danosas à vida. Então, o coração se transforma numa bolsa de fel, qual o fígado segregando bílis.

Conhecedor da interioridade humana, Jesus afirmou: Do coração procedem os maus pensamentos... São essas coisas que contaminam o homem (Mateus 15.18,19). O ser humano precisa drenar o seu coração (e logo). Purificá-lo dos resíduos amargos que o impedem de sentir a doçura do mel, pois a vida é um presente de Deus. Para drenar o coração, é preciso saber escolher entre o mel e o fel, entre o doce e o amargo. Esse equilíbrio é que dará a dose exata do sabor da vida. Eis a grande encruzilhada da nossa existência!

Pastor Estevam Fernandes de Oliveira 
.

sábado, 1 de outubro de 2011

O anel que tu me deste

Aprendemos desde cedo a desconfiar das juras de amor. A "ciranda cirandinha" coloca os amantes sob suspeita. Com o tempo nos damos conta de que as palavras da brincadeira de roda "o anel que tu me deste era vidro e se quebrou, o amor que tu me tinhas era pouco e se acabou", são mais verdadeiras do que as palavras do altar "até que a morte nos separe".

Não apenas as ambigüidades do coração humano, mas também o espírito de época conspiram contra a longevidade das parcerias amorosas. Somos constantemente estimulados a atualizar nossas escolhas e fazer trocas por produtos e serviços mais satisfatórios. Os relacionamentos são transformados em bens de consumo e as pessoas podem ser descartadas a qualquer momento, bastando aparecer na praça um "produto" melhor e mais atraente. O amor deixa de ser incondicional e sacrificial, e passa a ser eterno enquanto dura e deve se submeter às regras: compromisso sem renúncia da liberdade, convivência sem rotina, exigência de prazer perene e satisfação plena, busca permanente do par ideal, direito à felicidade individual.

Os seriados de televisão e romances hollywoodianos, com seus personagens embaraçados em conflitos amorosos, divertem os espectadores, que não apenas se identificam com as dificuldades e misérias afetivas, mas se consolam com a constatação de que não estão sozinhos no complicado jogo do amor, e recebem estímulo para que permaneçam buscando o par perfeito.

Neste cenário sombrio de amores efêmeros e relações descartáveis, os casais estão preocupados em descobrir como obter sucesso nas conquistas amorosas, como manter o romance aquecido ao longo do tempo e como preservar o encanto dos desgastes da vida a dois. Pura bobagem. Não há garantias na relação de amor. Alguém já disse que "quem vende propostas de baixo risco são comerciantes de mercadorias falsificadas": anéis de vidro e falsos brilhantes. O poeta já disse que "não existe amor sem dor". Não é possível amar sem correr riscos. Não dá para repartir a vida sem fazer morrer o ego. Ser casal custa caro.

O anseio pela longevidade da paixão conspira contra a experiência do amor.

Quem deseja viver para sempre apaixonado deve abrir mão da possibilidade do casamento. E deve abrir mão da possibilidade de amar. O apaixonado não enxerga nada além do seu objeto de desejo, por quem está enfeitiçado, razão porque se entrega sem reservas e loucamente. O apaixonado deseja "por causa de": tem motivos para desejar e acredita cegamente que a posse do objeto de desejo trará a satisfação plena. O apaixonado é um escravo da paixão

Aquele que ama, enxerga tudo, e se entrega por ato deliberado da vontade livre, que escolhe o outro "apesar de": sabe que o amor não é um "sentimento", mas uma decisão de auto-doação em benefício da pessoa amada.

"O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; não folga com a injustiça, mas folga com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta."

Quem ama é livre. E somente quem é livre é capaz de amar.

Pr. Ed René