Páginas

sábado, 18 de maio de 2013

Neymar se hospeda na casa de amiga de Bruna Marquezine


Foi o título do torpedo que a Tim que me enviou. Para saber mais, eu deveria acessar um endereço virtual, por R$ 0,50 ao dia. Sei que o que interessa à Tim é dinheiro. Mas me senti ofendido. Pensei comigo: “Esses camaradas acham que eu me interesso por esse lixo informativo?”. Há quem se interessa, eu sei. Para um bicho de goiaba, o mundo todo é uma goiaba. Seus horizontes são pequenos.
O mundo está emburrecendo. Cada vez mais medíocre. Outro dia perdi cinco minutos lendo comentários, na Internet, sobre um assunto leve: futebol. Quantas ofensas! Há quem o veja como sagrado! Quanta tolice! Assassinaram a língua portuguesa! A pessoa não é culpada nem deve ser diminuída por não ter estudo. Mas se acessa a Internet, deve saber que “você” não se escreve com ç. A pedagogia “nóis pega os pexe” triunfou!
Em inversão, zomba-se da pessoa que estuda (“É metida!”) e exalta-se a ignorância. Valem a superficialidade, o nada, o vazio. É a “nadez”.
Lembrei-me de um homem que me disse que “assistiu” o culto na igreja que eu pastoreava. Mas não gostou. Isso me foi irrelevante. O culto não foi para ele. Foi para Deus. A razão do desgosto foi que eu ensinei a Bíblia, e falei de Jesus, e ele não precisava disso. Precisava de palavras de entusiasmo e de testemunhos de pessoas vitoriosas. A igreja que eu servia continuou a crescer, organizou outras, seus membros se firmaram na Palavra e seguiram a vida com entusiasmo. Revi o homem, tempo depois, bêbado como peru perto da degola. Deu-me pena! Que lástima! Se tivesse ouvido a Bíblia, agasalhado seu ensino, e preferido Jesus ao testemunho de homens bem sucedidos sobre como ganhar dinheiro, não estaria assim. A verdade espiritual está na Bíblia, não em palavras de ordem no culto.
O torpedo da Tim lembrou-me dele. E de muitos crentes que querem trivialidades espirituais. Mas o culto não é show. Minha preocupação, como pregador, não é fazer as pessoas se sentirem bem, mas anunciar-lhes o conselho de Deus. Quem ouve a Palavra e a cumpre se realiza. A trivialidade espiritual tem gerado cristãos nanicos, que se retraem à primeira crise. Que se abespinham à primeira contrariedade. São sempre frustrados, problemáticos e pulam de igreja em igreja. Sua preocupação não é conhecer a vontade de Deus, mas sentirem-se bem. Importa-lhes, como num show, o que vai acontecer nos próximos minutos, e não o que Deus tem a lhes dizer. Gostam mais de mantras religioso que da Palavra de Deus.
Sem vaidade: se você quer saber da vida do Neymar (isto é, quer novidades irrelevantes), a Central não é igreja para você. Mas se deseja saber o que Deus revelou nas Escrituras, se quer ouvir do Cristo Crucificado, poder de Deus para salvação de todo o que crê, e se deseja participar de um culto voltado para Deus e não para o homem, talvez você goste. Esta é nossa linha.

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho
Pastoral do boletim da Igreja Batista Central de Macapá, 19.5.13