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quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Solitária

Livro: Solitária Livro 2 – A Fuga De Furnace
Autor: Alexander Gordon Smith
Editora Benvirá
264 páginas
4 estrelas

Sinopse:
Quando mandaram a Sala Dois pelos ares, Alex, Zê, Gary e Toby acreditaram ter alcançado a tão sonhada liberdade. Porém, o que parecia um sonho acabou se transformando em um de seus piores pesadelos. A explosão os jogou nas profundezas de Furnace. Nada de ar puro, apenas escuridão e labirintos de pedra. Com os guardas e o diretor da prisão em seu encalço, os garotos sabem que é uma questão de tempo até voltarem para a cela. O verdadeiro horror de Furnace só está começando. Recapturados, eles agora precisam encarar a solitária - nada mais que um buraco no solo com apenas uma porta, trancada pelo lado de fora e vigiada pelos ternos-pretos e pelos temidos Ofegantes. Seu destino? Serem devorados pelos ratos que povoam as entranhas de Furnace, enlouquecer dentro da cela úmida ou... tentar escapar novamente.



 “Maravilha. Morte por dilaceramento por trás, morte por afogamento à frente”.
A escrita de Alexander G. Smith permanece a mesma do primeiro livro, ou seja, clara, objetiva e fluida. Onde a leitura também é feita de forma rápida e a história continua tensa, um thriller de segurar o fôlego, com “seres” estranhos e terríveis, com homens “modificados” e sanguinários.
Eu particularmente não consigo ler esse tipo de livro sem dar umas paradas, igual a quando estou assistindo filme de terror e tenho que: ir no banheiro, beber água, ver o que está passando no outro canal, abaixar o volume todo... hehehehehe… muita coisa pra cabeça e coração! É um livro que a gente diz: CA RA CA!!!!!
E parto do seguinte princípio, por pior que tenha sido ( e foi), Alex continua vivo, porque é ele quem está narrando, mas é difícil acreditar como ele consegue estar vivo. Como? Ele passa pelo horror. E as coisas sinistras vão sendo desvendados aos poucos e nosso coração vai se apertando...
Muitos momentos de beber água, ir ao banheiro… respirar (Ô mulher fraca!!).
Mesmo com todo horror que Alex passa em Furnace ele mantém um senso de humor de dar inveja, acho que ele precisa disso para não perder a razão ou, toda ela. Cria vínculos de amizade como extensão do próprio ser. Amizade, humor para manter a sanidade. Alex é inteligente, sensato, perseverante, um líder. Mas não podemos esquecer que é apenas um adolescente, mas acredito que diante das circunstâncias não há outra opção a não ser amadurecer. Mas acontece que lá no fundo ele se sente um covarde.
Aquela máxima de que tudo sempre pode piorar, funciona perfeitamente aqui.
Bjoo