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sexta-feira, 4 de março de 2016

As Batidas Perdidas do Coração

Livro: As Batidas Perdidas do Coração – Batidas Perdidas #1
Autor: Bianca Briones
Editora Verus
406 páginas
3 estrelas descompassadas

 Sinopse:
Viviane acaba de perder o pai. Com a mãe em depressão, ela se vê obrigada a assumir o controle da casa com o irmão mais novo. Rafael teve o pai assassinado há alguns anos e agora viu quatro pessoas de sua família, incluindo a única irmã, morrerem em um acidente de carro. 
Viviane pertence a uma classe social que ele despreza. Rafael é tudo o que ela sempre ouviu que deveria evitar. Eles são opostos, porém dividem a mesma dor. Jamais se aproximariam se a morte não os colocasse frente a frente, e agora, por mais que saibam que são completamente errados um para o outro, não conseguem evitar uma intensa conexão, que poderá salvá-los ou condená-los para sempre.
As batidas perdidas do coração é uma história sobre perdas e como cada um lida com elas. É o encontro atormentado entre a dor e o amor. Com uma narrativa sexy, envolvente e repleta de música, este livro traz a última tentativa de duas pessoas arruinadas que, juntas, buscam desesperadamente se encontrar.



A história do livro já começa com clima tenso e triste, com perdas. Sendo narrado na primeira pessoa por Viviane e Rafael. E cada capítulo começa lindamente com versus de músicas, que se encaixam perfeitamente em cada capítulo. Amo isso.






A princípio é um clichê, a boazinha e o bad boy, mas não é boazinha de boba inocente. Tudo com eles é muito rápido e intenso, para quê perder tempo né? Acho que esse é o pensamento.
         O que os uniu além do tal “amor a primeira vista” foi a dor e sofrimento. Todos os personagens são bonzinhos e carismáticos, aliás, menos um, um inútil que aparece lá quase no final no livro.


Um dia após o outro. Um dia após o outro. Um dia após o outro.

É assim que a vida segue, enquanto você sofre, ri, chora, ama, perde. Ela não para



É um livro cheio de frases de efeito, algumas calam nosso coração. Acredito que cada leitor seja tocado de uma forma ou de outra. Difícil mesmo é o “amor” deles tocar a gente, em menos de dois meses já se amam, um amor para sempre e de tirar o fôlego, já não podem mais viver um sem outro… aquelas coisas que gente só pensa: hellooooooo!!! Apesar de toda essa bobagem forçada é bem escritinho, uma historinha bonitinha.







Esse livro foi escrito no cemitério, tem tanta morte que você não acredita, não dá nem tempo do personagem se recuperar e lá vem a foice!!

Agora eu chamo atenção, porque o texto abaixo possui excesso de palavrão. Sempre digo que quem fala palavrão é porque não nem argumento, pois é esse o caso. É a oportunidade de saltar para o final ou sair da página:

Chega a certa altura da leitura em que o leitor pensa:
_ Que porra é essa?
_ Puta que pariu!
_ O que é isso? Ele deve ser da família do Christian Grey, o cara é fodido em mais de 50 Tons de Cinza!!!!
_ Que azarada do cão!
_ Puta merda!

É tanta desgraça na história que nem dá tempo de ficar triste ou chorar, dá é raiva, isso sim! 
Mas o final a gente solta um: Ufaaaa!! Um final feliz, porra! (esse palavrão é uma piadinha interna, digo do livro, que ler entenderá)
Deixa eu apagar a vela e fechar o caixão.
Bjoo.

A música que Rafael canta para Viviane no dia do seu aniversário, 
no bar onde ele trabalha

 E essa é outra música que canta quando se reencontram