Páginas

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Enquanto Bela Dormia


Livro: Enquanto Bela Dormia
Autor: Elizabeth Blackwell
Editora Arqueiro
368 páginas
3,75 estrelas

Sinopse:
Nos salões de um castelo, uma confidente leal guardou por muitos anos os segredos de uma rainha linda e melancólica, uma princesa que só queria ser livre e uma mulher que sonhava com a coroa Esta é sua história.
Ambientada em meio ao luxo e às agruras de um reino medieval, esta releitura de A Bela Adormecida consegue ser fiel ao clássico ao mesmo tempo que constrói uma narrativa recheada de elementos contemporâneos. Nessa mescla, os dramas de seus personagens um casal infértil, uma jovem que não aceita viver em uma redoma e uma família despedaçada pela inveja tornam-se atemporais.
Quando a rainha Lenore não consegue engravidar, recorre aos supostos poderes mágicos da tia do rei, Millicent. Com sua ajuda, nasce Rosa, uma menina linda e saudável. No entanto, a alegria logo dá lugar às sombras: o rei expulsa de suas terras a tia arrogante, que então jura se vingar. Seu ódio se torna a maldição que ameaça a vida de Rosa. Assim, a menina cresce presa entre os muros do castelo, cercada dos cuidados dos pais e de Flora, a tia bondosa e dedicada do rei que encarna a fada boa do conto original.
Mas quando todas as tentativas de proteger Rosa falham, é Elise, a dama de companhia e confidente da princesa, sua única chance de se manter viva. E é pelos olhos dessa narradora improvável que conhecemos todos os personagens, nos surpreendemos com o destino de cada um e descobrimos que, quando se guia pelo amor a magia mais poderosa do mundo , qualquer pessoa é capaz de criar o próprio final feliz.


A história é narrada por Elise, não como um fato em desenvolvimento, mas como algo que já aconteceu, o passado.
A escrita da Elizabeth Blackwell é gostosa e tranquila, a leitura flui bem, mas não quer dizer que seja rápida. Ela vai nos envolvendo na história devagar e a história rola devagaaaaar. A forma como ela conta a história da Bela Adormecida, que corre em paralelo, a princípio, com a história de Elise, é excelente. Ela torna um conto fada uma coisa possível, realizável. Na verdade ela transforma um conto de fada em história.
O que não gostei na narrativa é que ela deixou sempre indícios do que aconteceu. Você continua lendo, mas sabe que não adianta querer nada diferente, porque ela já insinuou que não vai acontecer. Desanima. E quando chega na parte da guerra, “pelamor!” Se descrevesse a guerra, o que está acontecendo lá no “meião”, tudo bem, mas não, é o que se passa no castelo no decorrer dela, aí tenha paciência, porque é chato pra caramba!
Depois vem uma parte ruim, outra horrível e depois piora!(em questão de acontecimentos). A autora enquanto escrevia esse livro, com certeza, teve um “caso” com um exterminador. Só assim para explicar o que ela fez.
O final… bem, o final, o que eu posso dizer? Não sobrou muita coisa, nem sei dizer se gostei. Mas acho que a Elizabeth Blackwell é bem criativa e escreve bem.
É isso, cheguei aqui viva!
Bjoo