Páginas

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Dias de Chuva e Tempestade


3/200
Livro: Dias de Chuva e Tempestade
Autor: Nancy Pickard
227 páginas
2 estrelas

Sinopse:
A professora Jody Linder acaba de receber uma terrível notícia: o homem condenado pelo assassinato de seu pai está sendo solto e voltará para a cidade. 
Há 23 anos um crime abalou a pacata Rose, uma cidadezinha no interior do Kansas. Hugh-Jay Linder, filho de um rico fazendeiro, foi encontrado morto em casa e sua esposa, Laurie, desapareceu, levantando a suspeita de que ela também teria sido assassinada. 
Ex-empregado da família, o vaqueiro Billy Crosby foi imediatamente detido e logo condenado: um vestido sujo com o sangue de Laurie estava dentro da sua picape e o chapéu dele foi encontrado na cena do crime. 
Agora o jovem advogado Collin Crosby quer provar que o pai é inocente e que as evidências foram manipuladas por influência da família Linder. 
Enquanto Collin espera um novo julgamento para fazer justiça ao pai, Jody precisa confrontar seus tios e avós para descobrir o que realmente aconteceu naquela terrível noite. Para isso, ela será obrigada a remexer em velhos segredos de família e a lidar com consequências imprevisíveis. 
Um suspense com pinceladas de poesia e lirismo, Dias de chuva e tempestade captura a essência das pequenas cidades americanas e demonstra a habilidade de Nancy Pickard em criar personagens incrivelmente reais e profundos.




O livro é narrado na terceira pessoa, mas em uma narrativa chata. Nancy Pickard passeia na escrita que a gente até esquece qual é o tema principal, ahhh esqueci, quase 40 % do livro e ainda não se chega no assunto principal. A leitura se arrasta, dá quase para sentir a pele arranhada hehehehe…
A narração começa 23 anos depois do assassinato do pai de Jody e sumiço de sua mãe. Logo a história volta no passado para narrar o que aconteceu. Na época Jody tinha 3 anos. Seus pais não estavam bem no casamento porque sua mãe era uma mulher muito fútil e vazia. O pai era responsável, cuidava da família, amava a filha e a esposa. A mãe de Jody dá entender que não gostava dela.
Como não é segredo, o pai de Jody é assassinado e sua mãe some. Billy Crosby é acusado e condenado por esse assassinato. Só que nada fica muito claro. A autora deixa várias pontas soltas para pensarmos o que quisermos. Isso é legal, porque a mente da gente fica “matutando” o que aconteceu e quem foi de fato, há sempre uma dúvida e ainda pode ter sido ele ou não.
Só um detalhe, quando esse crime aconteceu Collin, filho do acusado tinha 7 anos e Jody tinha 3 anos. Eles cresceram e estudaram na mesma escola. Eles não eram inimigos nem havia animosidade entre eles. A avó de Jody não permitiu que isso acontecesse(ahann sei...). Em todo caso, sempre houve olhares entre eles, ainda mais que Collin era lindo, mas também não foram amigos.
Depois muito lenga lenga, o assassino é solto e aí a história dá uma reviravolta muito doida. Eu nunca, nunquinha poderia imaginar isso sobre o assassino e o que aconteceu com a mãe da Jody. Não gostei, mas foi uma saída da autora. Digo que não gostei, porque esse fato não foi uma ponta solta da história. E a justificativa foi fraca demais. Também não gostei foi o romance forçado entre Collin e Jody. E o que aconteceu com o assassino foi ridículo!
Pra fechar: Uma história com muitas palavras, personagens sem muita graça, uma reviravolta de quebrar a coluna e sem muita base e um romance bem sem sentido. Se apaixonar pelo filho do assassino dos pais é muito doentio.
E foi isso.
Bjoo.