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terça-feira, 14 de março de 2017

Punk 57


97/200
Livro: Punk 57
Autor: Penelope Douglas
371 páginas
4 estrelas

Sinopse:
Misha
“Éramos perfeitos juntos. Até nos conhecermos.”
Eu não consigo parar de sorrir quando vejo o que está escrito em sua carta. Ela sente a minha falta.
Na quinta série, meu professor nos colocou como amigos por correspondência com alunos de outra escola. Pensando que eu era uma garota, com um nome como Misha, outro professor me colocou com uma aluna dele, Ryen. Meu professor, achando que Ryen fosse um garoto igual a mim, aceitou.
Não demorou muito para a gente descobrir o erro que tinha ocorrido. E desde o início nos demos bem, já estávamos discutindo sobre tudo. O melhor lugar para pedir pizza. Android vs IPhone. Se o Eminem era ou não era o melhor rapper que já existiu...
E isso foi o começo de tudo. Pelos próximos sete anos, éramos somente nós, melhores amigos.
Suas cartas eram sempre em papel preto com escrita prata. Às vezes era uma por semana, às vezes três por dias, mas eu precisava delas. Ela era a única que me mantinha no meu caminho, brigava comigo, e me aceitava do jeito que eu era.
Só tínhamos três regras. Sem redes sociais, sem números de telefone, sem fotos. Tínhamos uma coisa boa. Por que arruinar isso?
Até que eu vi uma foto de uma garota online. Seu nome era Ryen, amava a pizza do “Gallo” e adorava seu IPhone. Quais eram as chances?
Foda-se. Quero conhecer ela.
Eu só não esperava odiaria o que estava prestes a descobrir.

Ryen
Três meses que ele não escrevia. Alguma coisa estava errada. Será que ele morreu? Foi preso? Conhecendo Misha como conheço, nenhuma opção seria exagerada.
Isso quase me enlouqueceu, sem ter ele por perto, sem nenhuma correspondência. Precisava saber se alguém ainda me escutava.
É minha culpa. Deveria ter pegado o telefone dele, ou foto, ou alguma coisa. Ele poderia ter sumido para sempre.
Ou estar bem debaixo do meu nariz e eu não estou sabendo.



É um livro diferente dos que eu estou acostumada, onde na verdade não tem mocinha nem mocinho.
Ryen e Misha se correspondem através de cartas a sete anos. Tudo começou como uma atividade escolar, mas depois continuou porque vontade deles, mas com o acordo de nunca se procurarem, nada de sites de relacionamentos, telefone ou celular. Somente por carta, sem foto, sem nada.

Misha já era traumatizado por causa do abandono da mãe, e, para piorar, acontece uma tragédia em sua vida e ele para de se corresponder com Ryen, que continua insistindo nas cartas. A vida de Misha dá uma virada.
Um dia Misha descobre quem é Ryen, se ele já era apaixonado por ela sem ver, agora descobrindo que ela era linda então… só que ele ficou muito bravo, descobriu que ela não era exatamente aquela quem ela descrevia, ou como ele entendeu que ela seria.
Agora ele frequentava a escola dela e começou a bater de frente com ela, isso dava-lhe prazer. Mas ela também não deixou barato.
Ryen é líder de torcida arrogante e não se importa em humilhar ninguém. Seus amigos são iguais a ela e o cara que a tem como sua garota é um lixo de pessoa. Mesmo assim ela não se afasta. Para a ira de Misha.
Só que esse confronto entre Ryen e Misha fez com que eles se aproximassem. Só que Misha nunca contou a ela quem ele era. Ele usava identidade falsa.
No meio de toda essa história a gente começa a achar que coisa boba Misha frequentar a mesma escola dela, principalmente porque ele já tinha nota para passar e sua faculdade já estava garantida e ele era de outra cidade, mas tudo tem um motivo, o que é uma baita revelação, fiquei surpresa. Ele não age sem motivo, somente por causa de Ryen.
O relacionamento deles não é romântico, apesar de a gente saber e sentir que eles se amam.
O ambiente deles é de tensão e conflito constantes. Quanto as cenas de sexo ainda não sei o que pensar, mas acho que não iria querer um namorado como Misha.
Penelope soube levar toda a história sem cansar a leitura, perder o interesse do leitor. Uma leitura rápida, e, de quebra, fechou muito bem com a motivação de Misha. Gostei de ler. Uma bela distração.
E foi assim.
Bjoo.